
Falarei hoje de um assunto que estava relutante em comentar, porque acho desnecessário e um pouco sensacionalista, mas fui quase obrigado a comentar, que é o "Caso Bruno".
De começo eu vejo o caso como uma coleção de maluquices; tem corpo, não tem corpo, cachorros, comida para cachorros, um adolescente indeciso, um goleiro maluco, uma suposta vítima também maluca, um amigo mais maluco ainda e policiais querendo vestir uma capa e colocar uma cueca por cima da calça.
A atenção e a crítica desse post não vão para o assunto em sí, mas para quem acompanha os acontecimentos. Qual o problema de vocês? Estão carentes? Não há novidades em suas vidas? São parentes da Sônia Abrão? Calma, explicarei. Se você acompanha o caso porque passa em todos os noticiários todos os dias e está, assim como eu, confuso e meio abismado com tudo, ótimo, você é uma pessoa normal que acompanha as notícias normalmente. Porém, se você liga correndo a Tv quando sabe que algo relacionado ao caso está passando, se coloca na RedeTv todas as tardes para ouvirem bafudos falando sobre isso o tempo todo com uma senhora sem a menor mentalidade para discutir algo sério, você precisa de Prozac, ou sair da sua casa e ter uma vida.
O ponto principal desse "escândalo" é o que ele desperta em algumas pessoas e isso não é bem exclusividade do Brasil, porém aqui é com uma intensidade assustadora. Acontecimentos assim despertam em parte do povo a característica mais mesquinha, covarde e insípida (adoro usar essa palavra) que pode existir: ser julgador. Sim, bater o martelo, apontar na cara, gritar palavras soltas e sem sentido para alguém achando que tal atitude fará a sua vida parecer mais cheia, ou melhor.
Muito bem, juízes-moralistas de porra nenhuma, vocês são estúpidos. Vossas vidas são uma inutilidade só, recheada com recalque e falta do que fazer. Você provavelmente não faz sexo há um bom tempo e gosta de liberar essa tensão urrando como ogros monstruosos e babentos. Ninguém é culpado automaticamente, e mesmo que seja você não deve xingar alguém por conta disso, a justiça não funciona assim. A não ser é claro que seja algo pessoalmente relacionado a você, aí eu entendo e acho que justifica.
No caso dos Nardoni aconteceu o mesmo. Pra que gritar que alguém é um monstro? Qual o sentido de perder seu tempo indo na porta de uma delegacia para xingar de assassino sendo que não fará diferença alguma no julgamento? Se alguém acha que isso faz com que o culpado se sinta mal e sofra uma pressão psicológica forte, eu sugiro que façam um exercício muito difícil e raro para alguns, PENSAR. Porra, ele matou uma pessoa, ele tirou a vida de um ser humano, teve a frieza necessária para tal e você realmente acredita que seus gritinhos abalarão a mente dessa pessoa? Arrume o que fazer! Vá varrer a casa, faça um trabalho voluntário, adote um gato para sua existência vazia de significado, entre no formspring e faça uma pergunta idiota para alguém.
Pior do que essas pessoas são as autoridades envolvidas entrarem na mesma vibe e tentar de todas as formas incriminar a pessoa para poder aparecer em cima do caso, para se sentirem um Batman, ou um Super-homem, talvez a Mulher Maravilha, dependendo do que ele faz à noite. Isso leva, no caso Bruno por exemplo, um Delegado GAGO(!!!) a dar entrevistas com suposições e frases baseadas em seu instinto policial que deve ser tão apurado quanto a técnica de um São Bernardo para dançar "la conga". O bom trabalho fica em segundo plano e vemos essa bagunça de evidências e histórias completamente paradoxas em cada depoimento. Meus aplausos!
Cresçam, todos vocês. Podem acompanhar, até comentar, mas a conclusam não cabe a ninguém a não ser à Justiça. Querem desesperadamente julgar e condenar alguem? Joguem Detetive! Eu aposto que foi o Sr. Marinho, na Biblioteca com a corda.
E o mesmo vale para os que defendem a inocência de uma pessoa cegamente.
Um aceno e comentem!